O ser humano é mesmo um bicho bem contraditório. E de bem pior forma pelo fato de poder pensar e andar ao mesmo tempo. Ou será um bicho extremamente coerente, e de bem pior forma, pelo fato de rechaçar a sua própria "evolução" quando essa lhe desmente a força dos hábitos?
Meio mundo, meio mundo brasileiro, compreendam-me a hipérbole, tem uma crítica ao Estatuto da Criança e do Adolescente, fundamentadas desde pequeninos esperneando no chão do shopping até adolescentes em conflito com a lei. Críticas que indicam uma descrença impressionante em uma proteção que não permita punir através de expediente dolorosos, vingativos, que mostrem a essas crianças e adolescentes que a licença dada à idade só se justificará até o ponto da desobediência, até onde possa se sustentar a aura de inocência e incompetência docilizada.
Nós temos nossos código e há séculos eles nos bastam, nos ensinam e nos posicionam, nos localizam em nossos lugares. É o que insistem em declarar os discursos para corroborar que o poder não é algo que se compartilha e ensina, que se negocia; que autoridade não precisa, de fato, se constituir sobre o argumento da competência. E isto não é tudo, nem o pior, antes que se diga que tudo isso se justifica no amor, no bem querer, na retidão das intenções. E o amor, bem, o amor tudo suporta. E os filhos também (devem). E os índios também. E os idosos também. E as mulheres também. E os negros também. E você também, por algum motivo ou circunstância, desde que, eficientemente amado pelos seus pais, de sujeito à substantivo, tornou-se amor. Que aliás, é um substantivo abstrato, que move as mãos, pés, discussões e canetas em circunstâncias tão concretas... Tudo, e sua vastidão de significado, em seu nome, em seu amável nome. E ai de quem se insurja contra o amor e sua natural intensidade ancestral e pedagógica.
Ah, o amor, sublime amor.
Nós temos nossos código e há séculos eles nos bastam, nos ensinam e nos posicionam, nos localizam em nossos lugares. É o que insistem em declarar os discursos para corroborar que o poder não é algo que se compartilha e ensina, que se negocia; que autoridade não precisa, de fato, se constituir sobre o argumento da competência. E isto não é tudo, nem o pior, antes que se diga que tudo isso se justifica no amor, no bem querer, na retidão das intenções. E o amor, bem, o amor tudo suporta. E os filhos também (devem). E os índios também. E os idosos também. E as mulheres também. E os negros também. E você também, por algum motivo ou circunstância, desde que, eficientemente amado pelos seus pais, de sujeito à substantivo, tornou-se amor. Que aliás, é um substantivo abstrato, que move as mãos, pés, discussões e canetas em circunstâncias tão concretas... Tudo, e sua vastidão de significado, em seu nome, em seu amável nome. E ai de quem se insurja contra o amor e sua natural intensidade ancestral e pedagógica.
Ah, o amor, sublime amor.

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